Audiência de instrução e julgamento de acusado da morte de Lídia França é suspensa

Joab, o acusado, e a vítima.

A Audiência de Instrução e Julgamento, de Joaby Evangelista de Araújo, acusado de homicídio qualificado, pela morte da professora Maria Lídia França de Lima, marcada para esta quarta-feira(10), no Fórum de Tefé, foi suspensa e não tem data marcada para acontecer.

Segundo apurou a reportagem do Portal TeféNews, a audiência foi uma determinação da Juíza Priscila Pinheiro Pereira, quando ainda respondia pela 2ª vara da Comarca de Tefé.

Com a nomeação de novos juízes, pelo TJ-AM, o Juiz Saulo Goes Pinto foi designado para responder pela 2ª vara, porém, pelo fato de estar participando do estudo inicial de aperfeiçoamento de magistrado, promovido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, destinado a juízes recém-aprovados em concurso, ainda não assumiu a função.

Ainda segundo uma fonte do Fórum, no município, ainda não há uma data definida para a audiência, pois não há previsão de quando o juiz assumirá a 2ª Vara de Tefé. Enquanto isso, o acusado segue preso na Unidade Prisional de Tefé.

Nas redes sociais e grupos de mensagens, amigos e colegas de trabalho da professora lembraram a realização da audiência, e cobrando punição para o agressor.

Sobre a morte da Prof. Maria Lídia França

Na madrugada de sábado(27/05/2017), após chegar em sua residência, em Tefé/AM, a professora Maria Lídia de França de Lima(34) foi agredida pelo companheiro, Joaby Evangelista de Araújo(29), que a espancou e utilizando gasolina, ateou fogo em seu corpo. Socorrida pelo filho e vizinhos, a vítima foi levada para o Hospital Regional de Tefé, em estado grave, e no dia seguinte foi encaminhada para Manaus, falecendo no dia 01/06/2017, com 100% de seu corpo queimado.

Maria Lídia era natural de Envira, no interior do estado, e atuava nas redes municipal e estadual em Tefé.

A violência contra a professora ganhou destaque

Bastante noticiada pela mídia no estado, o caso chamou a atenção para a violência contra as mulheres. Movimentos de defesa dos direitos da mulher e entidades representativas mobilizaram-se em defesa dos direitos das mulheres.

Nas redes sociais, internautas manifestaram sua revolta e indignação com o fato.

Foto: Reprodução/Facebook

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