Pelo menos 22 ex-prefeitos de 14 municípios do Amazonas aparecem na relação de responsáveis com contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU), popularmente conhecida como lista dos “ficha-suja”. Entre os nomes estão ex-gestores de Manacapuru, Caapiranga, Beruri, Anamã, Iranduba, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Uarini, Apuí, Manaquiri, Careiro, Eirunepé e Itacoatiara.
A relação encaminhada pelo TCU à Justiça Eleitoral reúne, ao todo, 205 responsáveis do Amazonas, que acumulam 453 registros de contas julgadas irregulares. Os dados servirão de subsídio para a análise de possíveis casos de inelegibilidade nas eleições de 2026.
Beto D’Ângelo, ex-prefeito de Manacapuru, está entre os ex-gestores que aparecem na relação ao lado do também ex-prefeito Jaziel Nunes Alencar. O ex-prefeito de Iranduba Xinaik Medeiros é outro que aparece na lista do TCU.
Tabatinga tem dois ex-prefeitos citados: Joel dos Santos Lima e Saul Nunes Bemerguy. Em São Gabriel da Cachoeira, aparecem três ex-gestores: Juscelino Otero Gonçalves, Pedro Garcia e Rene Coimbra.
Tefé também possui dois ex-prefeitos na relação: Antenor Paz e Normando Bessa de Sá. A lista inclui ainda José Franklin Lopes Filho, ex-prefeito de Uarini.
Em Apuí, aparecem os ex-prefeitos Adimilson Nogueira e Antonio Roque Longo. Manaquiri tem o ex-prefeito Aguinaldo Martins Rodrigues, enquanto Careiro tem Hamilton Alves Villar.
Estar na lista do TCU não significa inelegibilidade automática
Apesar de ser conhecida popularmente como lista dos “ficha-suja”, a presença de um nome na relação do TCU não significa que a pessoa esteja automaticamente impedida de disputar as eleições de 2026.
A relação serve como subsídio para que a Justiça Eleitoral identifique responsáveis que podem se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa. A situação de cada eventual candidato deverá ser analisada individualmente pela Justiça Eleitoral.
Entre as irregularidades que podem levar à inclusão na relação estão omissão na prestação de contas, dano ao erário, desvio de recursos públicos e descumprimento de decisões do tribunal.
No país, a relação reúne cerca de 6,1 mil pessoas com contas julgadas irregulares pelo TCU.
Ex-prefeitos do Amazonas complicados com prestação de contas
- Anamã — Raimundo Chicó
- Apuí — Adimilson Nogueira e Antonio Roque Longo
- Beruri — Maria Lucir
- Caapiranga — Zilmar Sales
- Careiro — Hamilton Alves Villar
- Eirunepé — Joaquim Neto Cavalcante Monteiro e Raylan Barroso de Alencar
- Iranduba — Xinaik Medeiros
- Itacoatiara — Antonio Peixoto de Oliveira e Mamoud Amed Filho
- Manacapuru — Beto D’Ângelo e Jaziel Nunes Alencar
- Manaquiri — Aguinaldo Martins Rodrigues
- São Gabriel da Cachoeira — Juscelino Otero Gonçalves, Pedro Garcia e Rene Coimbra
- Tabatinga — Joel dos Santos Lima e Saul Nunes Bemerguy
- Tefé — Antenor Paz e Normando Bessa de Sá
- Uarini — José Franklin Lopes Filho




