Concurso da Seduc não será cancelado, mas 7 mil candidatos devem refazê-lo, diz secretário

Após a polêmica entorno do concurso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), realizado neste domingo (8) no Amazonas, o titular da pasta, Lourenço Braga, afirmou que o certame não será cancelado, mas que cerca de 7 mil candidatos devem refazê-lo em virtude de uma “falha humana”. Conforme denúncias, envelopes de provas chegaram em uma sala com o lacre rompido.

Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (9), na sede da Seduc em Manaus, Lourenço Braga deu esclarecimentos sobre o problema. Segundo ele, o concurso, com 238 mil candidatos disputando 8,1 mil vagas, ocorreu em 5 mil salas de escolas de todo o Estado e que, por isso, não pode ser cancelado por conta de um “erro humano” ocorrido “em apenas uma sala”.

De acordo com Lourenço, os 7 mil candidatos que deverão refazer a prova disputam cargos de professor do 1° ao 5° ano, com ciclo de 20 horas semanais. A data da reaplicação da prova ainda vai ser divulgada pela secretaria. Sobre a anulação do certame, Braga ressaltou não haver tal possibilidade. “Não houve fraude, houve erro humano na abertura do envelope”, disse.

Conforme Lourenço, os envelopes de provas com lacre rompido foram abertos erroneamente por um fiscal de sala antes de ele acionar dois candidatos como testemunhas. O caso aconteceu na Escola de Tempo Integral Elisa Bessa, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Segundo o secretário, parte dos candidatos se negou a fazer a prova ao perceberem que o lacre já estava rompido, outros a fizeram mesmo assim.

Ausência de cadernos de prova

Em outro caso, candidatos do concurso da Seduc reclamaram da ausência de cadernos de provas na Escola Estadual Karla Patrícia Barros de Azevedo, no conjunto Cidadão X, no bairro Tarumã, Zona Oeste. Por meio de nota enviada à imprensa ontem (8), a secretaria reconheceu o problema, mas informou que tudo foi solucionado com a substituição por novos cadernos de provas extras, existentes para tais eventualidades.

De acordo com o órgão, os novos cadernos de prova foram levados até a escola por motoqueiros da Polícia Militar e escoltados por batedores. Entretanto, um grupo de candidatos se recusou a fazer o concurso e saiu da sala. “A alegação deles era que as provas não tinham os nomes deles, mas nas provas extras não constam nomes de nenhum candidato, pois são criadas para solucionar problemas dessa natureza. O conteúdo das provas extras são os mesmos das personalizadas”, apontou por meio de nota.

Fonte: A Critica.com

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