Uma rebelião envolvendo policiais militares custodiados na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na região da BR-174, em Manaus, se estendeu durante a madrugada desta quarta-feira (2). O motim teria começado ainda na tarde de terça-feira (1º) e provocou uma grande movimentação no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
Durante a noite, familiares dos policiais permaneceram do lado de fora da unidade em busca de informações sobre a situação dos parentes. A movimentação de viaturas, ambulâncias e veículos de emergência aumentou a preocupação entre os familiares.
Segundo informações acompanhadas durante a transmissão do Imediato, uma negociação foi iniciada entre os policiais presos e a administração da unidade. Um negociador do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) teria participado das tratativas. O defensor público Maurílio Casas Maia também esteve no complexo, após ter sido solicitado pelos próprios policiais custodiados.
Por volta da madrugada, informações preliminares apontaram que a negociação havia sido encerrada e que um acordo teria sido estabelecido. Apesar disso, a movimentação de viaturas continuou no local.
Policiais reivindicam mudança de unidade
A principal reivindicação apresentada pelos policiais militares seria a transferência para outra unidade prisional. Os custodiados e familiares questionam a proximidade entre a unidade destinada aos policiais militares e os espaços onde ficam presos comuns.
Durante a transmissão, familiares também relataram supostas condições inadequadas na unidade, mencionando problemas relacionados à alimentação, atendimento médico e estrutura do local.
Uma familiar afirmou que os policiais estariam reivindicando direitos e melhores condições de cumprimento da pena. Segundo ela, a preocupação também estaria relacionada à proximidade física entre as unidades.
OAB acompanha negociação
A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alessandrine Silva, esteve no local e afirmou que acompanhava a situação.
Segundo Alessandrine, após diálogo com representantes da unidade, a informação recebida era de que não havia feridos, reféns ou mortes durante a ocorrência. Ela afirmou ainda que os policiais estavam negociando a mudança do local onde cumprem pena.
A representante da OAB também informou que a Comissão de Direitos Humanos permaneceria acompanhando o caso e à disposição dos familiares.
Movimentação durante a madrugada
Durante a madrugada, uma ambulância de resgate e uma viatura de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros entraram no complexo. A presença dos veículos provocou apreensão entre os familiares que aguardavam informações do lado de fora.
Também foram registradas movimentações de viaturas e veículos descaracterizados, enquanto equipes permaneciam de prontidão na região.
Familiares relataram ainda ter ouvido explosões durante a madrugada. Conforme as informações preliminares apresentadas durante a transmissão, os ruídos teriam ocorrido durante a atuação das equipes para controlar os ânimos no local.
Polícia Militar deve divulgar posicionamento
A Polícia Militar do Amazonas informou que deverá emitir uma nota oficial sobre o caso durante a manhã desta quarta-feira (2). Até a divulgação do posicionamento oficial, as circunstâncias da rebelião, as reivindicações apresentadas pelos policiais e os termos do eventual acordo permanecem em apuração.
A ocorrência teve início ainda na tarde de terça-feira e mobilizou familiares, equipes de segurança e representantes de órgãos ligados à defesa dos direitos dos custodiados.




