Um levantamento baseado em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Procon-AM e de plataformas de monitoramento de preços aponta que a formação de cartéis e as dificuldades logísticas são os principais fatores responsáveis pela grande desigualdade no valor da gasolina no Amazonas.
No interior do estado, o preço da gasolina comum voltou a pesar no bolso dos consumidores. Em municípios mais isolados, o litro já chega a R$ 9,80 — caso de Pauini, atualmente o maior valor registrado no levantamento.
Na outra ponta, o menor preço identificado foi de R$ 6,49 em Careiro. A diferença entre o maior e o menor valor atinge R$ 3,31 por litro, representando variação superior a 50%.
Na capital, Manaus, o litro da gasolina custa em média R$ 6,98, segundo dados da ANP e monitoramentos locais. Já o preço médio estadual é de R$ 7,31, colocando o Amazonas entre os estados com a gasolina comum mais cara do país.
Outros municípios também aparecem entre os mais caros, como Eirunepé (R$ 9,00), Urucurituba (R$ 8,20) e Apuí (R$ 8,16).
Em Pauini, a situação também afeta o gás de cozinha. O botijão de 13 quilos é comercializado, em média, por R$ 165, valor muito acima da média nacional estimada em cerca de R$ 110,38.
Especialistas apontam que a baixa concorrência contribui para a elevação dos preços. Em algumas cidades, poucos empresários concentram o fornecimento de combustível, o que favorece práticas de cartelização.
Outro fator determinante é a logística: grande parte do combustível chega ao interior por transporte fluvial, aumentando custos com frete, armazenamento e tempo de deslocamento — repassados diretamente ao consumidor final.
*Com informações da Assessoria






