Autazes, Barcelos e Lábrea foram os municípios que mais registraram focos de calor no Amazonas em janeiro de 2026, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nessa quarta-feira (11/2). Cada um contabilizou dois registros no período, liderando o ranking estadual de ocorrências detectadas por satélite no primeiro mês do ano.
O Amazonas registrou redução de 70% nos focos de calor em janeiro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O estado contabilizou 18 registros no período, contra 60 em janeiro de 2025, uma diminuição de 42 ocorrências.
Os números confirmam a tendência de queda observada no início de 2026, após 2025 ter fechado com o menor total anual de focos de calor da série histórica do atual sistema de monitoramento do Inpe.
O que são focos de calor?
Focos de calor são pontos de alta temperatura detectados por satélites de monitoramento ambiental. Eles indicam possíveis queimadas ou incêndios, mas não representam, necessariamente, incêndios florestais confirmados em campo.
Segundo a base de dados BD Queimadas, a última vez que o Amazonas havia registrado, em janeiro, número inferior ao atual foi em 2012, quando foram contabilizados oito focos no mês.
Recorde histórico
O desempenho de janeiro ocorre após o Amazonas registrar, em 2025, o menor número anual de focos de calor desde o início da série histórica contínua, em 2002. Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram contabilizados 4.545 focos em todo o estado.
Pela primeira vez em 23 anos de monitoramento, o total anual ficou abaixo de 5 mil registros. O número representa uma redução de 82,18% em relação a 2024, quando o Amazonas havia registrado 25.499 focos, o maior volume da série.
Com esse resultado, o estado ocupou a quinta posição no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal em 2025, o que correspondeu a 6% do total registrado na região.
De acordo com o governo estadual, o resultado também reflete o fortalecimento das ações de prevenção e combate, incluindo a ampliação da presença permanente do Corpo de Bombeiros em áreas consideradas críticas durante o período de estiagem.
Com informações do G1 e Inpe.






