A Refinaria da Amazônia (Ream) reduziu em R$ 0,36 o preço da gasolina vendida às distribuidoras após quatro aumentos consecutivos em meio à guerra no Oriente Médio. O valor caiu de R$ 4,32 para R$ 3,96 nesta terça-feira (24) e, para chegar menor ao consumidor, precisa ser repassado pelas distribuidoras e postos de combustível.
Na capital amazonense, o valor da gasolina chegou a R$ 7,59 por litro no último sábado (21), enquanto se aproxima dos R$ 9 no interior. O alto custo uniu vereadores, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (Sifretam) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) em defesa de uma solução emergencial.
A redução ocorre em meio à queda recente no preço do barril de petróleo, um dos principais parâmetros para a definição dos valores praticados na refinaria. Nesta terça-feira, o barril era negociado a US$ 99,52, após recuos registrados ao longo da última semana.
Com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, a cotação havia saltado de cerca de US$ 70 para US$ 119,5. Desde então, o preço segue apresentando oscilações diárias, mas sem voltar a se aproximar do pico recente.
Ainda há incerteza sobre o valor da commodity no mercado internacional, principalmente pela falta de previsão para o fim da guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do estreito de Ormuz. A região é estratégica para o comércio global de energia: estima-se que cerca de 20% do petróleo mundial passe pelo corredor marítimo.
Os Estados Unidos haviam ameaçado “obliterar” instalações energéticas do Irã até a segunda-feira, caso o país persa não reabrisse o estreito para a passagem de navios. Antes do prazo final, porém, o presidente Donald Trump afirmou que os norte-americanos estavam em “boas conversas” com Teerã, o que o levou a adiar em cinco dias os ataques prometidos.
O Irã nega a existência de negociações e afirma que houve recuo por parte dos Estados Unidos. Ainda assim, a sinalização de possível diálogo tem ajudado a conter a escalada do petróleo no mercado internacional, alimentando expectativas de uma solução diplomática para a crise.
*Com informações Acrítica






