Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Amazonas, a deputada Alessandra Campelo se firmou como uma das peças mais ativas na engrenagem que vai definir a eleição suplementar para o governo do Estado. Em um cenário de transição marcado pela saída de Wilson Lima e Tadeu de Souza, o foco deixou de ser apenas nomes e passou a girar em torno de quem consegue articular e garantir maioria dentro de um colégio eleitoral altamente político.
A movimentação partidária recente não foi por acaso. Ao deixar o Podemos e se filiar ao PSD, Alessandra se reposiciona no centro de um grupo com projeto claro de poder, liderado por Omar Aziz. A possibilidade de figurar como vice em uma chapa majoritária reforça que o movimento vai além de uma simples troca de legenda, trata-se de ampliar espaço e influência num momento decisivo.
A relação entre Alessandra e Omar, construída desde os tempos de militância comum, ajuda a explicar a confiança política entre ambos. Na prática, ela atua como uma das vozes mais alinhadas ao senador dentro da Assembleia, funcionando como extensão de um grupo que tenta ganhar protagonismo no redesenho do poder estadual.
Proximidade com Roberto Cidade
Mas é na outra ponta que está o diferencial político da deputada. Próxima do governador interino Roberto Cidade, Alessandra ocupa hoje a Secretaria-Geral da Casa, um dos postos mais estratégicos da estrutura legislativa. A relação de confiança, construída ao longo dos últimos anos, ficou evidente inclusive na posse de Cidade, marcada por gestos de proximidade e alinhamento público.
Esse trânsito entre dois polos, o grupo de Cidade, ainda ligado à base de Wilson Lima, e o de Omar Aziz, coloca a deputada em uma posição rara no atual cenário: a de interlocutora viável entre forças que disputam espaço, mas evitam exposição direta de negociações. Nos bastidores, é esse tipo de perfil que ganha valor em momentos de definição.
Com a eleição suplementar sendo acompanhada de perto por diferentes grupos e interesses, Alessandra Campelo consolida seu papel como articuladora. Mais do que declarações públicas, sua atuação se dá na costura silenciosa de consensos possíveis, um ativo político que, neste momento, vale tanto quanto votos.
Fonte: Onda digital






