A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) confirmou a primeira morte por dengue em 2025 no estado. O óbito ocorreu no município de Jutaí e vitimou um homem de 64 anos, que apresentou sintomas como febre, dores musculares e articulares. Apesar do atendimento médico, seu quadro evoluiu para gravidade.
Os dados mais recentes da FVS-RCP apontam um aumento preocupante dos casos de arboviroses no Amazonas. Até o dia 27 de março, foram registradas 5.743 notificações de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, incluindo dengue, chikungunya, febre de Mayaro e zika. Somente nos três primeiros meses do ano, os casos de dengue cresceram 77,3%, totalizando 1.694 registros.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, alertou para a sazonalidade da doença e a tendência de alta nos casos. Em resposta, a fundação intensificou recomendações para que os municípios do interior reforcem as ações de combate ao mosquito transmissor.
Outro fator que preocupa as autoridades de saúde é a circulação dos quatro sorotipos do vírus da dengue no estado, incluindo o Tipo 3, considerado um dos mais virulentos e que retornou ao Amazonas após 15 anos.
Diante do avanço da doença, especialistas reforçam a necessidade de eliminar criadouros do mosquito e manter atenção redobrada aos sintomas. Medidas preventivas, como evitar o acúmulo de água parada, são fundamentais para conter a proliferação do Aedes aegypti e reduzir os impactos da dengue na população.