A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Verniz, no Amazonas, para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro na compra de móveis que teriam sido destinados a uma residência usada por Wilson Lima, ex-governador do estado. A operação é um desdobramento da Operação Sangria.
A investigação apura a origem de R$ 574.526,34 usados na compra de móveis entre fevereiro e setembro de 2020. Nesta terça, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
Segundo a PF, os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro, enquanto as notas fiscais foram emitidas em nome de cinco pessoas. A maioria delas era formada por prestadores de serviços que trabalharam na reforma do imóvel.
As compras e os pagamentos teriam sido intermediados pelo arquiteto responsável pela obra, que é alvo do mandado de busca. A investigação busca esclarecer a participação dele nas transações e no uso dos dados de terceiros.
Os investigadores também apuram a origem dos recursos e se houve tentativa de ocultar ou dissimular a origem, a movimentação e o destino do dinheiro usado nas aquisições.
O material apreendido será submetido a perícia e análise dos investigadores para auxiliar no andamento do caso.
Investigação sobre reforma da casa durante a pandemia
A investigação teve origem em apurações sobre a compra de respiradores durante a pandemia, quando a Polícia Federal identificou suspeitas relacionadas ao patrimônio do então governador Wilson Lima.
Na época, a investigação apurava suspeitas de que R$ 574 mil em dinheiro vivo teriam sido usados para pagar móveis e serviços na reforma da residência onde Wilson Lima morava com a então primeira-dama, Taiana Lima, em Manaus.
Confira a nota:
O ex governador do Amazonas, Wilson Lima, esclarece que não foi alvo de operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (20/10), conforme as informações divulgadas oficialmente pela instituição e desconhece a existência qualquer operação nesse sentido.
Wilson Lima reforça que permanece à disposição das autoridades para prestar as informações necessárias e para o total esclarecimento de quaisquer fatos que lhe digam respeito, confiando de forma integral no trabalho da Justiça.




